Neste dia 12 de outubro comemoramos o dia das crianças. Mas você, provavelmente, assim como eu, já não ganha mais presentes nesta data. Pelo contrário, nós que damos os presentes. Já passamos desta fase. Hoje somos velhos rabugentos, preocupados em pagar boletos. Infelizmente!

Mas nós ainda podemos aprender algumas coisas vendo as atitudes das crianças. Aquelas atitudes que um dia tivemos, mas que hoje estão escondidas naquele quarto escuro e empoeirado, junto com nossos brinquedos. Talvez seja a hora de tirar algumas coisas de lá, a começar por estar atitudes que cito a seguir.

Cultive a curiosidade de uma criança

Quando pequenos nós queremos andar por todos os lugares, colocar a mão em tudo, não há limites. O mundo é um grande playground e estamos descobrindo como brincar nele. Depois que crescemos acabamos perdendo o interesse de conhecer coisas novas, nos acostumamos a brincar no escorregador e só!

A gente já sabe pra que serve o escorregador. Dá trabalho conhecer outros brinquedos. Corremos o risco até de nos machucar. Então, quando adultos, estagnamos.

Mas e se a gente sair da zona de conforto e reavivar aquela curiosidade pueril? Podemos estudar algo novo, viajar pra um lugar diferente, buscar um novo emprego, novas oportunidades. Que tal ir em busca de novos brinquedos pra te entreter? Só porque você já é adulto, não quer dizer que não possa conhecer coisas novas e, principalmente, descobrir o prazer de desenvolver aquela curiosidade, tal como você tinha quando era criança.

Veja a beleza das coisas simples

O que uma criança precisa pra ser feliz? Geralmente, não muito. Você já deve ter visto como é fácil ser criança e se divertir, ao ver elas brincando em alguma festinha. Basta apenas colocá-las no chão. Logo começam a correr, pular, gritar. Esse negócio de festa de criança com decoração, fantasia, banda e mais um monte de coisas é invenção recente da geração de pais Nutella. No meu tempo era no máximo uma bola e a gente inventava o resto.

Mas, mesmo hoje em dia, é fácil ver como os pequenos conseguem se divertir facilmente e viver a vida de uma forma muito mais leve. Claro que o fato de não terem os boletos vencendo, facilita tudo. Mas, pensando bem, também podemos aprender com elas a viver a vida mais “de boa”.

Uma criança não se importa com roupa de marca. Ela pode estar vestida até com uma fantasia do Batman comprada no brechó e vai estar feliz com isso. Ela quer apenas se sentir bem. Uma criança não liga para o tipo do carro que os pais tem. Ela se importa mais é em se divertir no passeio. Não importa também se vão para um hotel cinco estrelas ou pra uma cabana no mato, o que importa é ter coisas legais pra fazer.

As crianças se importam com as amizades, a diversão, as experiências. Nós nos preocupamos com rótulos, conceitos, aparências. Quem está vivendo melhor a vida, hein?

Viva sem preconceitos

A filha da minha prima tem cinco anos e está sempre pela minha casa. Uma vez alguém disse pra ela: Se você continuar comendo, vai ficar gordinha, igual uma baleia. Ela, com sua inocência e autenticidade ímpar, respondeu: Que legal! Eu gosto de baleia!

Gordo ou magro, preto ou branco, feio ou bonito. São coisas que a gente aprende quando estamos um pouco mais velhos e, principalmente, influenciados pela família e sociedade. Nós não nascemos preconceituosos. Todos os preconceitos, tanto de raça, classe social e inclusive de gênero, são coisas que aprendemos com a convivência com outras pessoas.

O ser humano, de todos os animais que existem, é o único que tem preconceito. Homossexualidade é extremamente comum no reino animal, pra citar um exemplo. Será que evoluímos tanto a ponto de esquecer que somos todos iguais? Não tenha dúvidas de que, se pudermos cultivar a pureza de uma criança, seremos mais felizes.

O bom da vida é ser feliz!

Tente ir atrás do que te faz feliz. Por mais clichê que isso pareça, é pra isso que estamos aqui, não é mesmo? Dê valor as coisas simples, aos momentos ao lado de quem você ama. Se importe menos com a opinião dos outros. Tenha menos preconceito. Tenha mais sonhos. Dê mais valor a pessoas e menos valor para coisas.

Tem uma música que gosto muito, mas que tomo a liberdade de mudar a palavra final. Provavelmente você conhece a versão original. Mas deixo aqui a minha versão, que tem tudo a ver com o que aprendemos quando crianças: Vamos viver tudo que há pra viver. Vamos nos DIVERTIR.

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